O menu limita as ações disponíveis
O menu de ferramentas é um subconjunto curto e ordenado das ações disponíveis, que o agente recebe antes de executar a tarefa. O agente só pode chamar as ferramentas incluídas nesse menu.
Isto significa que a composição e a ordem do menu influenciam a capacidade do agente para executar a tarefa. Critério prático: verificar não só se a ação necessária está presente, mas também se as ferramentas que preparam os dados para essa ação estão disponíveis.
Porque é que a relevância não garante a execução
Uma tarefa com várias etapas requer uma ação final e ferramentas predecessoras. Estas têm de criar os dados de entrada necessários pela ordem adequada.
A classificação por relevância para o pedido pode encontrar a ação final, mas omitir ou deixar para mais tarde ferramentas produtoras menos óbvias. Critério de seleção: avaliar o menu pela completude da cadeia executável, e não apenas pela semelhança entre as ferramentas e o pedido.
| Abordagem | O que considera | Risco |
|---|---|---|
| Classificação por relevância | Relação da ferramenta com o pedido | As ferramentas que produzem os dados necessários podem estar ausentes ou surgir tarde |
| Seleção pelo caminho de estado | Exequibilidade das transições e ordem das dependências | O menu tem de considerar o estado e as relações entre entradas e saídas |
Como é formado o menu pelo caminho de estado
O caminho de estado é um percurso desde o estado observável do pedido até ao resultado pretendido. O State-Path Tool Menu proposto pelos autores cria o menu considerando a exequibilidade desse percurso.
O mecanismo inclui várias etapas:
- O codificador considera as ferramentas disponíveis a partir do estado atual.
- Associa as saídas das ferramentas às entradas das ações seguintes.
- Considera as ordens de ações que se repetem nos percursos de treino.
- A pesquisa seleciona uma ferramenta inicial executável, as ferramentas que produzem os dados em falta e a ação final.
- A reordenação coloca as ferramentas produtoras antes das ferramentas consumidoras.

Critério prático: verificar se o menu selecionado inclui a ação inicial, as ferramentas produtoras necessárias e a ação final, por uma ordem executável.
O que mostram os resultados no ToolBench
Os autores relatam que, no ToolBench, o menu proposto aumentou a taxa de sucesso da execução online de 0.737 para 0.898. Também superou os métodos de pesquisa, reordenação, geração e encaminhamento de base, sem alterar o agente.
O menu State-Path abrangia mais cadeias completas com 32 ferramentas do que a lista oficial com 128 ferramentas. O aumento da taxa de sucesso manteve-se em famílias de executores com modelos de diferentes capacidades.
Estes resultados dizem respeito à avaliação dos autores no ToolBench. Critério de interpretação: comparar os métodos quanto à taxa de sucesso da execução online e à cobertura de cadeias completas, sem atribuir o resultado apenas à dimensão do menu.
Como escolher uma abordagem para formar o menu
Para tarefas com dependências entre ações, uma simples pesquisa de ferramentas relevantes não é suficiente. O menu tem de incluir as ferramentas que produzem os dados de entrada em falta e colocá-las antes das ações consumidoras.
Ao comparar abordagens, verifique três propriedades:
- Exequibilidade: a ação inicial está disponível a partir do estado atual?
- Completude: estão presentes as ferramentas produtoras e a ação final?
- Ordem: as ferramentas produtoras surgem antes das consumidoras?
Para avaliar o resultado, use a taxa de sucesso da execução online e a cobertura de cadeias completas. Este critério reflete não só a adequação das ferramentas ao pedido, mas também a capacidade do agente para percorrer o caminho até ao resultado.
Fonte
Artigo «The Menu Is an Execution Prior: State-Path Tool Menus for Online Agents», arXiv:2609.09395. Os autores comunicaram que o artigo foi aceite na EMNLP 2026 Main; a data de submissão indicada é 8 de setembro de 2026.



