Fusão de modelos por grupos compatíveis: o GRAM reduz a interferência entre subespaços

5 novembro 20260 visualizações

O método GRAM determina quais modelos ajustados devem ser combinados com base na geometria dos ângulos principais entre os seus subespaços e, em seguida, realiza uma fusão de baixa ordem dentro de grupos. A abordagem requer apenas os pesos, reduz as perdas de projeção e demonstra vantagens em experiências linguísticas, visuais e médicas.

Fusão de modelos por grupos compatíveis: o GRAM reduz a interferência entre subespaços

Problema da interferência entre subespaços

A fusão de diferentes modelos num só é necessária para a implementação multitarefa. Em áreas regulamentadas, como a saúde, os dados permanecem frequentemente locais. Por isso, a combinação só é possível com pesos ajustados por fine-tuning.

Os métodos anteriores aplicam a mesma fusão a todas as tarefas. Não têm em conta as relações geométricas entre os subespaços aprendidos. Se as atualizações das tarefas ocuparem subespaços desalinhados, a projeção numa base comum de baixa dimensão descarta direções importantes. Os autores chamam a este fenómeno interferência entre subespaços.

O erro de projeção de cada tarefa é determinado pelo alinhamento dos ângulos principais. O alinhamento dos ângulos principais mostra até que ponto o subespaço da tarefa coincide com o subespaço comum. Conclusão: a fusão uniforme cria o risco de perder direções importantes para tarefas específicas.

Funcionamento do GRAM: grupos definidos pelos ângulos principais

GRAM (Group-wise Rank-Aware Model Merging) utiliza a geometria dos ângulos principais dos vetores das tarefas. O método funciona em três etapas:

  1. Calcular os ângulos principais entre os vetores das tarefas.
  2. Determinar, com base nesses ângulos, quais as tarefas que devem ser agrupadas.
  3. Executar uma fusão padrão baseada em SVD dentro de cada grupo.

Na etapa de fusão, o método utiliza apenas pesos ajustados por fine-tuning. Não requer acesso aos dados originais. Segundo os autores, o agrupamento de tarefas geometricamente compatíveis reduz de forma demonstrável o erro de projeção dentro de cada grupo.

Critério prático: o GRAM é adequado quando os dados não podem ser transferidos e as tarefas podem ocupar subespaços desalinhados. O método permite dividir as tarefas em grupos compatíveis antes da fusão.

O que muda com K=2

O cenário em que se adiciona apenas um modelo (K=2) demonstra o efeito do GRAM. Neste caso, o método reduz significativamente a interferência entre subespaços. Nos testes, supera de forma consistente os métodos de fusão anteriores.

As avaliações abrangem três áreas:

  • compreensão da linguagem — GLUE with Flan-T5;
  • visão computacional — 8-task CLIP;
  • ajuste de instruções médicas — Qwen2-7B-Instruct with four English/Chinese medical LoRAs.

Conclusão: a vantagem já se manifesta na fusão de dois modelos. Para o cenário mínimo de adicionar um modelo ajustado por fine-tuning, o GRAM oferece uma opção testada para reduzir a interferência.

Critérios de seleção

A escolha entre a fusão uniforme e a abordagem por grupos depende das condições da tarefa. Abaixo estão os critérios decorrentes da descrição do GRAM.

CritérioO que considerar
Acesso aos dadosNa fusão, apenas os pesos ajustados por fine-tuning estão disponíveis.
Geometria das tarefasAs tarefas podem ocupar subespaços desalinhados.
Risco de interferênciaA projeção numa base comum pode descartar direções importantes.
Método de fusãoO agrupamento de tarefas compatíveis reduz o erro de projeção dentro do grupo.
Cenário testadoK=2: adicionar um modelo a um modelo existente.

Conclusão prática: se os dados permanecerem locais e as tarefas forem heterogéneas quanto à geometria dos subespaços, a fusão por grupos reduz o risco de perder direções. A fusão uniforme de todas as tarefas não tem em conta esse risco.

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