Camada de classificação sobre o SpeechLLM: onde supera a geração de rótulos no reconhecimento de emoções
Com base nos conjuntos de dados IEMOCAP e MELD, comparam-se a geração de rótulos emocionais e um classificador linear aplicado às representações ocultas de uma SpeechLLM compacta. O ganho de desempenho do classificador não é universal: depende do corpus e de serem usadas transcrições de referência ou resultados de ASR.

Duas abordagens para o reconhecimento de emoções
O artigo compara a geração de um token de etiqueta por uma LLM com a classificação discriminativa usando uma cabeça linear sobre os estados ocultos da LLM. A abordagem generativa baseia-se nas representações de saída já existentes da LLM. A abordagem discriminativa acrescenta à modelo uma cabeça de classificação separada.
| Critério | Geração de token de etiqueta | Classificação discriminativa |
|---|---|---|
| Papel da LLM | Fornece representações de saída para a etiqueta | Fornece estados ocultos para a cabeça |
| Mecanismo de decisão | A LLM gera um token de etiqueta | Uma cabeça linear classifica o estado oculto |
| O que é utilizado | Saída pronta do modelo | Estados ocultos da LLM |
Na prática, a diferença é que a geração utiliza a saída pronta do modelo, enquanto a cabeça lê os estados ocultos.

Condições de comparação
As comparações foram realizadas nos conjuntos de dados IEMOCAP e MELD. Foi utilizada uma SpeechLLM compacta: um codificador Whisper-medium congelado e uma LLM de 3B. Para cada comparação, foram usadas transcrições de referência e transcrições ASR. A comparação abrange duas fontes de texto, pelo que o efeito da cabeça foi verificado separadamente para cada uma. Critério de avaliação: comparar os resultados apenas dentro do mesmo conjunto de dados e da mesma fonte de transcrição.
Onde a cabeça de classificação supera a geração de etiquetas
A cabeça de classificação melhorou o Macro F1 em 10 das 14 configurações. No IEMOCAP, melhorou todas as configurações com transcrições ASR e atingiu 76.97% de Macro F1. No mesmo conjunto, o modo apenas com fala também apresentou um aumento significativo. No MELD, a cabeça foi útil quando se utilizou apenas fala, mas não com transcrições ASR. Conclusão: o ganho depende do conjunto de dados e da fonte de transcrição. Não há uma superioridade universal em relação à geração de etiquetas.
Porque não se devem extrapolar conclusões das transcrições de referência
No MELD, as transcrições ASR têm um WER de 32.38%. Em 4 das 6 configurações com texto, o efeito da cabeça muda de sinal entre as transcrições de referência e as ASR. Por isso, as conclusões obtidas com transcrições de referência não se mantêm necessariamente com ASR. Critério prático: testar a cabeça na fonte de texto que será utilizada.
O que revelam os tokens mais próximos do vocabulário
No IEMOCAP e no MELD, os tokens do vocabulário da LLM mais próximos dos vetores de classe aprendidos eram, na sua maioria, palavras relacionadas com emoções. Não eram nomes explícitos de emoções. Isto mostra que o nome explícito de uma emoção não coincide necessariamente com o token do vocabulário mais próximo. Critério de verificação: observar quais os tokens próximos do vetor da classe, e não apenas o nome da etiqueta.
Critério de escolha
A escolha da abordagem baseia-se em dois fatores: o conjunto de dados e a fonte de transcrição.
- Para transcrições ASR, testar a cabeça com ASR, e não com o texto de referência.
- Para o modo apenas com fala, ter em conta o ganho no IEMOCAP e no MELD.
- Para transcrições de referência, não extrapolar a conclusão para ASR.
- Para interpretar as classes, observar os tokens do vocabulário da LLM mais próximos.
Critério final: a cabeça supera a geração de etiquetas quando os testes no conjunto de dados e na fonte de transcrição de destino mostram um ganho.
Perguntas mais frequentes
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