O próprio Copilot revelou um parâmetro secreto que o transformou em uma ferramenta de roubo de senhas.

20 agosto 202615 visualizações

Uma vulnerabilidade foi encontrada no Microsoft 365 Copilot que permitiu que um prompt malicioso fosse executado com um único clique em um link: a configuração ?autorun=1 não documentada ativou-o sem o consentimento do usuário. Os atacantes podiam extrair e-mails e senhas de caixas de correio, e a Microsoft só fechou o buraco após vários meses.

O próprio Copilot revelou um parâmetro secreto que o transformou em uma ferramenta de roubo de senhas.

Especialistas Varonis encontraram uma maneira de transformar o Microsoft 365 Copilot, um assistente corporativo, em um espião real: a vítima só precisa clicar em um link malicioso uma vez, e o bot irá enviar senhas de e-mail para atacantes por conta própria. A parte mais curiosa é que o próprio Copilot revelou o segredo decisivo.

Como o Copiloto revelou o seu segredo principal

Os pesquisadores começaram a fazer perguntas simples sobre seu próprio sistema de segurança. Quando o bot rejeitou um comando, ele geralmente explicou por quê. Essas explicações, acumulando-se, revelaram o funcionamento interno do serviço. Eventualmente, os especialistas encontraram um parâmetro não documentado ?autorun=1. Funcionou em conjunto com o padrão ?q=: se você dá a um usuário um link como https://copilot.microsoft.com/?q=&autorun=1, o texto da consulta executa automaticamente o momento em que a pessoa clica no link. Não é necessária confirmação adicional.

O que as instruções maliciosas poderiam fazer

Usando tal "buraco", foi possível fazer o bot executar cenários inteiros. Uma das verificações era assim: Copilot teve que pegar o e-mail mais recente da caixa de entrada, extrair o endereço do remetente dele e abrir uma URL no webhook. sítio — envio efectivo de dados para fora. Outra opção era muito mais perigosa: o bot recebeu um comando para encontrar senhas e logins em e-mail, em seguida, encaminhá-los para um servidor controlado pelo atacante. Para evitar que os dados roubados fossem danificados durante a transmissão e evitar chamar a atenção, foi codificado na base64.

Co-Snitch: um ataque à memória do assistente

Os investigadores não pararam por aí. Eles inventaram uma maneira de infectar a memória do próprio Microsoft 365 Copilot. Se um usuário pedir ao bot para resumir o conteúdo de uma página web que tenha instruções ocultas nele incorporadas, o bot executa essas instruções e altera seus dados salvos sobre a pessoa. Pior de tudo, tais mudanças sobrevivem a mudanças de senha, revogação de todas as sessões, e até mesmo re-registo de dispositivos. O ataque foi nomeado Co-Snitch - uma continuação das experiências anteriores de Varonis com Copilot Personal.

Resposta e conclusões da Microsoft

A Microsoft fechou a vulnerabilidade crítica em fevereiro, três meses após Varonis ter relatado. O primeiro patch foi simplesmente banido ?q= da inserção de texto no campo do chat, e na terça-feira a empresa lançou uma correção mais abrangente. Mas a história em si está contando: Assistentes de IA com acesso a e-mail e dados pessoais podem se tornar um canal de vazamento ideal, e nenhum filtro "inteligente" garante segurança. Ataques baseados em prompt não são ficção científica, mas uma realidade que tanto desenvolvedores quanto usuários terão que conviver agora.

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Vulnerabilidade do copiloto Microsoft 365: roubar senhas através de um prompt