O que mudou
A Amazon bloqueou o Muse: o agente já não pode fazer compras na loja em nome dos utilizadores.
No domingo, os utilizadores do Muse viram uma notificação: o acesso continuado de um agente de IA não autorizado viola os termos de utilização da Amazon. Segundo a GeekWire, a Meta não informou previamente a Amazon de que o agente estava a interagir com a loja.
Porque é que a Amazon restringiu o acesso
A Amazon manifestou preocupações com a privacidade e a segurança. Segundo o The Verge, o Muse não se identifica ao navegar no site e, alegadamente, obtém as credenciais dos compradores.
Um representante da Amazon afirmou à GeekWire que as aplicações de terceiros devem identificar-se claramente e respeitar as decisões dos serviços quanto à autorização dessas aplicações. Para interagir com a loja, não basta que o agente tenha capacidade técnica: é também necessária a autorização do próprio serviço.
Declarações da Meta e resultados dos testes
A Meta afirmou que o Muse não consegue ver os dados de acesso protegidos nem as informações de pagamento do cartão. No entanto, durante os testes do The Verge, o agente comprou com sucesso t-shirts na Amazon enquanto havia outros artigos no carrinho.

Após o lançamento, surgiram preocupações quanto ao acesso a informações pessoais. As mensagens alegavam que o Muse podia ver o conteúdo das mensagens dos utilizadores, mesmo quando a autorização necessária estava desativada.
O que ter em conta ao escolher compras com IA
Este caso mostra que as capacidades de um agente também dependem das regras da loja. A Amazon suspendeu o acesso do Muse, invocando os termos de utilização e a decisão de não permitir agentes não autorizados.
Ao avaliar cenários deste tipo, são importantes três critérios: se a loja permite a utilização do agente, se o agente se identifica e a que dados pode aceder. Estas questões ajudam a distinguir as funcionalidades anunciadas das condições de acesso efetivas.



